Vanessa vai à lua

segunda-feira, março 26, 2007

Celebridades

Alguma coisa vai muito mal, neste Portugal.
Ontem num programa da RTP chamado Celebridades. A Celebridade Portuguesa de todos os tempos que ganhou este concurso, foi o Sr. António de Oliveira Salazar.
Depois de 40 anos de ditadura, que as pessoas já esqueceram. Mesmo que ele tenha feito algumas coisas boas?, foram 40 anos de ditadura!
Pergunto se isto foi só uma manobra para o Governo ver que as coisas estão más? que anda tudo descontente? Tal como a abstenção elevadissima ao referendo? Mas quem perde com isto? quem se lixa? O mexilhão!!!
Existem outras maneiras de fazer ver o Governo que estamos descontentes! Não sejam preguiçosos e actuem, puxem pela imaginação, manisfestem-se. Mas não façam disparates.
Para mim ter ganho o Salazar foi como no Festival da canção ter ganho a Sabrina, com uma música Pimba do Emanuel.
Santa Ignorância.

quinta-feira, outubro 12, 2006

Hospitais

Vou aqui públicar uma carta que escrevi e que gostaria de ter tido coragem para a enviar a algum jornal naquela altura. Não tive! Mas é uma coisa que me continua a incomodar. Por isso deixo-a aqui no meu blog para lerem.

"No dia 17 de Dezembro de 2003 morreu a minha avó. Morreu na minha casa, mais precisamente na minha cama. Tinha feito 81 anos no dia 12 de Setembro. Etelvina era o seu nome.
Toda a vida foi uma mulher de garra, de força, uma “trabalhadeira”. Trabalhou numa praça, vendia fruta e legumes, levantava-se as cinco da manhã para chegar ao Campo Grande a tempo de comprar a melhor fruta, no início nem carro tinha, carregava caixas pesadas às costas, passava o dia todo em pé, não sabia ler nem escrever, mas sabia fazer contas como ninguém.
É difícil ver morrer alguém que gostamos, é muito difícil! Mais difícil é ver alguém definhar-se aos poucos e não podermos fazer nada.

Quando se deu o primeiro AVC, em Setembro, a minha avó foi tratada no hospital, passado um mês teve alta e exceptuando o facto de ter ficado com o lado esquerdo bastante preso, ela estava relativamente bem, pelo menos as suas capacidades mentais não tinham sido afectadas. Fez fisioterapia e tudo tentamos para que o episódio não se repetisse, carinho e força de todos, comprimidos e mais comprimidos, apetrechos para auxiliar a sua condução, mobilidade e higiene pessoal, permitindo o mínimo de autonomia por parte da minha avó. Até porque ela fazia questão disso.

Mas um segundo AVC bateu à sua porta. Novamente se correu para o Hospital Amadora Sintra. Os movimentos mais presos, mas ela ainda estava consciente. Horas intermináveis para ser atendida, à espera deitada numa cama no corredor do Hospital.
Começam os exames e as análises, a isto e mais aquilo, passa a primeira noite no corredor do hospital.
No dia seguinte, estava menos consciente, mais confusa, sem noção dos dias e das noites, das pessoas, no corredor do hospital, já que as enfermarias estavam cheias. Encontrava-se amarrada porque tentara tirar o soro, gritava com dores e que se queria ir embora.

No quarto dia, (minha avó continuava no corredor do hospital), perguntaram-nos se queríamos coloca-la numa clinica para este género de casos… terminais. Mas nenhum de nós aceitava que o caso da nossa avó fosse irreversível.
No dia seguinte, por volta das 19h a minha avó teve alta, procurámos um médico, que nos explicou que o AVC foi-se desenrolando ao longo dos dias em que ela esteve internada, e por isso ela foi piorando de dia para dia, mas que actualmente o seu estado era estacionário e que ela podia viver vários anos assim, (acamada, com o olhar vazio e longínquo, mas viva), e mandaram-na para casa.

Quando chegou a minha casa, pensava que tinha chegado à Terra onde nascera, Mangualde. Além de se queixar, em plenos pulmões, com dores, chamava pela sua mãe. Quando fugazmente percebia que estava em Lisboa, chamava pela minha mãe, mas depressa se esquecia.
Não me reconheceu. Sempre que a tentávamos ajudar, ela sentia-se impotente e gritava mais.
As duas e meia da manha foi a hora em que a casa finalmente acalmou.
Passamos o resto da noite a vigia-la: as 4h da manhã, às 5h, às seis, o seu sono era agitado e continuava, mesmo que baixinho, a gemer. As sete da manha, quando a fomos novamente, já estava morta, fria. Morrera no sono.

Revolta-me a maneira como foi tratada no hospital, já uma pessoa não pode estar doente e muito menos morrer em paz. Neste país se não se possuir dinheiro para se ir para clinicas privadas, não podemos usufruir de condições condignas para nos tratarmos!?

Pode ter sido a doença que a matou, mas de certeza que as condições que ela teve neste hospital, não foram as melhores para permitir a sua recuperação.
À minha avó deram uma cama, mas muitos eram os doentes que tiveram que esperar naqueles mesmos corredores e nem maca tinham.
Estas palavras, não são só pela minha avó, mas também por todas as pessoas que necessitam de utilizar este e outros hospitais. Pode ser que algum dos seus responsáveis leia estas palavras e tenha vergonha na cara.

Para quando a construção de outros hospitais (não particulares) para dar o mínimo de condições às pessoas quando estão doentes? Para quando?
Mas manda o governo que sejamos positivos e que se encha os olhos e ouvidos com rock e futebol, ou talvez seja pão e circo?"
Agora, se ainda tivermos que pagar uma taxa de 5 euros para ficarmos instalados nos corredores, vai ser lindo!!!
Por esta situação, culpo em igual parte os Hospitais e o Governo. Este último, que só pensa no dinheiro que poupa se fechar o que não lhe interessa, porque pode usufruir de clinicas privadas, luxo a que a maioria não se dá.

quinta-feira, setembro 28, 2006

A outra face da lua

Não vou começar aqui nenhum texto cientifico, sobre o lado mais negro da Lua, aquele que continua por desvendar, nem um texto filosófico sobre a parte mais obscura que todos nós temos e que normalmente escondemos.

Vou antes falar da "Outra Face da Lua", a única loja de Vintage da Baixa, com aclamada reputação internacional, que corre o risco de fechar.

Sim, leram bem, corre o risco de fechar!

"A Outra Face da Lua"actualmente, situa-se na Zona da Baixa, mais precisamente na Rua da Assunção, tranversal da Rua Augusta.

O espaço está dividido em três grandes áreas: uma parte de bar/café, com cafés, os habituais chás, comida e bebidas(sandwiches e saladas), espaço para ler o jornal de manhã, ou um livro sossegado; uma outra área com roupas Vintage muito giras e uma esplanada.

Estão abertos de Segunda a Sabado, das 10 as 20h.

Se puderem vão lá beber um chazinho e comprem uma t-shirt de modo a salvarmos a "Outra face da Lua", que espero tenha mais clientes do que o meu blog tem leitores.

sábado, setembro 16, 2006

Desabafo de um amigo de um amigo

Deixo aqui o desabafo de um amigo de um amigo
“Infelizmente estou a escrever este mail apenas para dizer, caso não saibas (mas se calhar desconfias!), que estão-se a passar na câmara municipal da nossa cidade muito estranhas e incómodas.
A palavra corrupção já não chega para apelidar o que se está a passar...

Talvez nojo, asco, náusea, vómito, e podridão ainda se aproximem mas não o suficiente.
A câmara municipal está total e completamente putrefacta, e todos os partidos estão metidos nisto. O portimonense corre o risco de acabar, por causa de uma negociata que a câmara está a tentar fazer e muitas mais coisas, no entanto, os filhos da puta estão-se a encher, a se auto-promover, em empresas públicas criadas por eles, para, caso a política deixe de dar, vão ter sempre poleiro onde se agarrar. Temos pessoas na câmara que nem sequer nasceram em portimão!!! Cairam cá de páraquedas.

Estão no paraíso, com ordenados ao nível e até superior do presidente da república, com carrões e motorista ao seu serviço. É só prédio e construções, é só grandes eventos, veja-se o caso da sua excelência o senhor presidente de câmara municipal aparecendo no último herman sic, qual super-homem, qual dom sebastião. Numa "entrevista" que mais pareceu uma homenagem combinada à grandiosa obra que esse senhor está a fazer.
Mas por exemplo uma universidade, onde está ela????? Isso não dá nas vistas, o jet set não se interessa por isso. Tiveram pressa em fazer um pavilhão multiusos, (levaram só quatro meses!!!), que se encontra ilegal, não oferece condições de segurança, não passou nos testes e licenças necessárias, e pouco importa!!! E para cúmulo geral nem vai ser a câmara a mandar no pavilhão!!!!! O pavilhão vai pertencer a uma empresa anónima e quem tem a maioria do capital são privados!!!!! E esses privados são os que estão na câmara!!!!! E nem queiras saber o que se passa no portimonense, é um negócio que se mandássemos este presidente e vice-presidentes e vereadores pró caralho ainda era pouco.

Fica bem e se puderes passa a mensagem ao pessoal cá da terra, para quando votar, se quiser e tiver vontade, que não vote nos mesmos partidos de sempre, pois isto está tudo viciado, e só uma mudança de partido, ou mais ainda, uma mudança de sistema político e de mentalidades é que era preciso.”

quarta-feira, junho 07, 2006

Belém Virtual

No mesmo dia da visita ao Padrão dos Descobrimentos, resolvi ir comer um pastel de Belém. Num Domingo perto do meio-dia, a casa "Pasteis de Belém" encontrava-se bem cheia, pelas costuras. Como não me apetecia ficar ali duas horas à espera para comer um pastel, dirigi-me a outro café na mesma rua, com a esperança de comer na mesma o dito pastelinho de belém ou apenas de nata. Para quem é muito, muito distraído, pasteis de Belém são pura e simplesmente pasteis de Nata, mas quentinhos e muito saborosos, não sei se os pasteis de Belém terão algum ingrediente secreto que faça a diferença. Só sei que eu gosto e muito.
Entretanto, entrei numa pastelaria/cafetaria que, não só me serviu um pastel frio, como nem sequer era fresco, do dia. O que não se admite! Foi um desconsolo.


Para Belém só volto se for num dia da semana, a chover torrencialmente ou algo parecido. Porque Belém estava claustrofóbico, uma pessoa mal consegue andar nas ruas; também os preços das coisas naquela zona são muito mais elevados.
Já sei que Belém é um dos locais da cidade de Lisboa mais visitados por estrangeiros, local que faz parte dos circuitos turísticos da cidade e do País, mas não os podemos enganar, nem aos turistas, nem a nós!

Portugueses deixem para trás o "fado" que o D. Afonso Henriques nos deixou. Não é preciso enganarmos o próximo para conseguirmos o que queremos!!! Deixemos de ser o parente pobre da Europa. Temos que dar Valor ao que temos, recuperarmos a nossa história e ao mesmo tempo apostar na inovação, na qualidade e ter orgulho no País.

domingo, junho 04, 2006

Belém Virtual

Há algum tempo, fui a Belém visitar um dos pouco monumentos mediáticos da zona, que até à data ainda não tivera oportunidade de visitar: O Padrão dos Descobrimentos.

Inaugurado em 1960, o edifício actual, em betão e com esculturas em pedra de lioz, é uma réplica do original, construído em materiais perecíveis para a Exposição do Mundo Português, em 1940, pelos arquitectos Cottinelli Telmo e Leopoldo de Almeida.

Pensei que, por ser Domingo (de manhã) não tivesse que pagar entrada, tal como ainda acontece na maioria dos monumentos nacionais. Enganei-me, e desenbolsei 2,50€. Na recepção disseram-me que depois podia ver uma exposição que se encontrava no 2º andar, mas pelo que me foi dado a perceber, essa informação não era fornecida a todos os visitantes.

Subi até ao topo da construção, num elevador que, de tão apertado, mais parecia o metro em hora de ponta. Subimos a um pequeno terraço de onde se podia ver, verdade seja dita, uma bela vista do Tejo e da parte ocidental da cidade. Só que o espaço do terraço era realmente exíguo e como não parava de chegar pessoas ao magotes, passados 5 minutos tive de descer. Desci pelas escadas até ao 2º andar, onde me deparei com a tal exposição sobre os descobrimentos: uma série de cartazes espalhados, com uma cronologia por baixo, demasiado difícil de seguir, já que a sala tinha uma estrutura bastante complexa e não havia qualquer indicação do início da tal cronologia, quando dei por mim, a "Viagem das Descobertas" deu um salto para trás no tempo.
Nesta exposição não existiam: instrumentos de navegação ou documentação original da época, uma única pintura alusiva, nada, só os ditos cartazes e umas especiarias misteriosas (expositor com especiarias espalhadas, mas nenhuma identificação das mesmas).
Nem vou perder tempo para vos contar como era aquilo a que eles chamam de cantina/bar e de loja.
Bem sei que a estrutura do monumento condiciona muito as coisas, mas é necessário sermos mais exigentes connosco.

segunda-feira, março 20, 2006

Chegou a Primavera

Feliz Primeiro dia da Primavera.
Se não pensarmos nas alergias, na queda de cabelo, na gripe das aves, que podem ocorrer com maior incidência nesta época.
Espero que todos tenham uma optima Primavera.